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Grandes viagens...

Entre, sente-se, fique à vontade.

Saturday, April 30, 2005

Pra descontrair o ambiente...

Para Adriana, com todo meu calcanhoto.

Querida,
Te escrevo porque ontem a Marisa desceu o Monte até o cais só pra ver o Chico, que veio de Buarque, lá de Holanda! Todos estavam lá: João, que continua meio Bosco, Caetano que tava todo Veloso com a chegada do amigo, a até o Renato, aquele meio Russo, lembra? Enfim, uma verdadeira Legião Urbana aguardava no cais.
Chico vai morar numa Cazuza bem grande, pertinho da praia. Resolvemos fazer uma festa de Bossas-novas pra ele. Luiz levou seu Toquinho e fez uma Melodia bem bonita! Lembra do Zeca? Que era Baleiro? Agora ele sobrevive tocando pagodinhos por aí. A Fafá tá super Belém! Emagreceu, tá bonita... Paulinho ficou com uma cara de Moska quando a viu e começou a dar discaradamente em cima dela, mas o Gilberto Gil tudo e ficou com aquele barão vermelho olhando pra eles. Ciumento como sempre!
Os chatos continuam chatos: Gabriel, que se acha O pensador, Lulu carregando aqueles Santos debaixo do braço, Lenine com sua Maria de ser Bethânea o tempo inteiro, O Júnior que quando bebe vira Sandy... enfim, o velho Quarteto que só pensa Em Si. Não vi a Rita, mas Lee que ela não anda muito bem de saúde. Deve ser por causa desse surto de Mamonas Assassinas que andam por aí. Já soube que até o Chitãozinho andou meio Xoróró por aí...
Enfim, a festa foi ótima, os Paralamas só tocaram Sucesso... só faltou você!
Apareça lá na Vila! Martinho anda sentindo sua falta.
Beijos,
Alcione.

Tuesday, April 19, 2005

Ao Júnior

Quero falar de você hoje, amigo.
Palavras suas:
"Escrever para mim sempre foi, acima de tudo, desejo. Acúmulo de sensações que vira um rio de palavras. Ou uma vontade inesperada de dizer alguma coisa a alguém."
E hoje eu quero te dizer que tô muito feliz pela sua decisão de escrever um livro, e que me comove saber que eu já praticamente o li, praticamente o ouvi...
Quero te dizer que seu olhar poético que vê lirismo onde há só um engarrafamento me encanta.
Quero te dizer que todas minhas angústias também são suas, e que minhas dúvidas esclarecidas por você na nossa longa jornada são o que tenho de mais precioso de nós. de nossa amizade. de nosso amor.
Quero te dizer, amigo, que transformar nossas paranóias em literatura, em arte, me faz entender o porquê delas existirem, e me conforta... a você não?
Quero te dizer que te amo por Caio F, por Elisa ( a Lucinda), por Los Hermanos, por risadas, por telefonemas, por respeito, por fotos, por contos, por casos, por meninos, por noites bizarras, e agora, mais do que nunca, por seus Filmes GLS.

Em breve à venda nas melhores livrarias.

Sunday, April 10, 2005

O homem ajuda o homem?


... Posted by Hello

?

Sobre o acontecimento...
Hoje as palavras não estão saindo.

Planos pro meu futuro a partir de hoje:
Tenho que me respeita mais.
Tenho que transar mais.
Tenho que me valorizar.
Tenho que achar alguém que me ame, sem empecilhos.
Preciso não dormir. Só de vez em quando.
Preciso de mais Chico
Preciso de mais pranto.
Preciso me livrar de alguns vícios
Que vão desde o cigarro
Até você.
Preciso de mais inícios.
Preciso chegar na frente
Meter bedelho onde não sou chamada.
Preciso conhecer pessoas novas,
novas possibilidades e quem sabe até
um amor.
Preciso de uma certa carta de alforria
De um certo patrono do meu coração.
Aliás, não preciso de uma carta
Preciso de uma conscientização.
Preciso pegar mais chuva.
Preciso curar do resfriado eterno.
Preciso ler sobre lei Rouanet.
Preciso dizer mais “eu te amo” pra minha mãe.
Preciso ser menos compreensiva
Com você.
Preciso acontecer.
Preciso não chorar mais
Por você.
Preciso discutir relação.
Relações.
Preciso fazer coisas que fazia
E por algum motivo não faço mais.
Acho que preciso de terapia.
Preciso ser mais maluca
Ousar mais, ameaçar mais, ser mais dona da situação.
Você me entende?
Perdão

Wednesday, April 06, 2005

Meu namoradinho

Tive um grande amor de infância. Um par nas festas juninas, um nome no " com quem será", uma pose pras fotos do álbum de infância, uma mão pra dar no recreio. Tive um amor de infância que me dava presentes, que ligava pra minha casa só pra ouvir minha voz, que dizia pra todo mundo que não gostava de meninas, muito menos de mim, e me chamava de namorada em cartinhas de amor.
Meu amor cresceu ( ele, meu namoradinho). Mudamos de escola, nos perdemos no mundo.
O destino permetiu alguns bons encontros nossos. Carnaval, festas, confetes e serpentinas e nós, nos beijando como gente grande, sempre pensando que um dia já fomos o extremo na vida um do outro, afinal qualquer sentimento para uma criança é extremo.
E aí vem a vida, com suas surpresas que desrespeitam a nossa ordem natural, nosso querer paz. Vem a vida junto com um e-mail de uma amiga também de infância, comum entre nós, que tinha como título: VAMOS REZAR PELO NOSSO AMIGO RAFAEL. Não, não com ele, meu amor de infância, meu par, minha mão no recreio, minha certeza de que fui uma criança que viveu o amor mais puro...
Acidente de carro. Motorista embreagado. Instantânea.
Silêncio.
Pensamento que voa ao passado pra lembrar do rosto de criança.
Como se pudessem adicionar a minha tão linda lembrança um fato tão horrível.

Encontrei seu irmão dia desses no Detran ( por mais impróprio que seja). Ele ainda com o olhar perdido, eu ainda sem saber o que dizer. A moça no balcão gritando com ele e eu quero gritar com ela. Os dois tentando não chorar. Os dois com os olhos cravejados de indignação e lágrimas. Carentes.
Encontrei dia desses, sem querer, um álbum de fotos bem antigo. Fotos nossa dançando quadrilha, um par, casal de namorados. namoradinhos.
E ele foi... sem querer.

Sunday, April 03, 2005

Do amor não se sabe...

Ela não precisa desse amor. Não desse jeito, emprestado, garantido, acanhado. Ela não precisa chorar. Não que seja orgulho seu ser uma vencedora no pedestal. Não que não queira molhar sua fronte com o sal que a tristeza brota. Não. Ela não sabe dizer adeus. Não sabe o que lhe faz mal, não aprende a se desvencilhar do que há de mais destrutivo: o amor indecifrável. Não sabe dos mistérios da vida, portanto não sabe a hora da partida, a hora da saída, a hora do acerto e a hora do beijo. Ela sabe sonhar, e fantasia asas e cores no céu do dia mais sem vida. Sabe pôr vida na vida. E sabe rezar. E sabe ter fé. E pede ao seu deus pra um dia isso passar. Pra um dia o amor ir indo, sorrindo, quase tão leve de poder voar, quase cria da sua imaginação. Ela sabe que imagina os beijos, e que tudo que se imagina nunca acontece como se imagina. Então ela pára de imaginar. Ela sabe quem é ele. Ela o ama de um jeito que não sabe como é que ama. Ela grita na rua e corre na lua quando ouve a voz dele. Ela quer ser sua, e quer tudo que vem dele. Quer seu colchão, quer ser cheiro, quer seu lençol e seu travesseiro. Quer ver sua ida, sua chegada, fazer comida e dar cafuné. Quer dar um filho, quer gerar uma vida em forma de flor do amor da sua vida... mas ela sabe que chora. Sabe de uma certeza que vem lá de dentro que vai chorar sempre. Sabe que tudo que se imagina nunca acontece como se imagina, e sabe que seu conto e sua fada não existem. E ela sabe que não há muito mais o que saber. Só sabe que vai doer. E sabe que vai chorar. Mas ela não precisa...ela sabe...