Meu namoradinho
Tive um grande amor de infância. Um par nas festas juninas, um nome no " com quem será", uma pose pras fotos do álbum de infância, uma mão pra dar no recreio. Tive um amor de infância que me dava presentes, que ligava pra minha casa só pra ouvir minha voz, que dizia pra todo mundo que não gostava de meninas, muito menos de mim, e me chamava de namorada em cartinhas de amor.
Meu amor cresceu ( ele, meu namoradinho). Mudamos de escola, nos perdemos no mundo.
O destino permetiu alguns bons encontros nossos. Carnaval, festas, confetes e serpentinas e nós, nos beijando como gente grande, sempre pensando que um dia já fomos o extremo na vida um do outro, afinal qualquer sentimento para uma criança é extremo.
E aí vem a vida, com suas surpresas que desrespeitam a nossa ordem natural, nosso querer paz. Vem a vida junto com um e-mail de uma amiga também de infância, comum entre nós, que tinha como título: VAMOS REZAR PELO NOSSO AMIGO RAFAEL. Não, não com ele, meu amor de infância, meu par, minha mão no recreio, minha certeza de que fui uma criança que viveu o amor mais puro...
Acidente de carro. Motorista embreagado. Instantânea.
Silêncio.
Pensamento que voa ao passado pra lembrar do rosto de criança.
Como se pudessem adicionar a minha tão linda lembrança um fato tão horrível.
Encontrei seu irmão dia desses no Detran ( por mais impróprio que seja). Ele ainda com o olhar perdido, eu ainda sem saber o que dizer. A moça no balcão gritando com ele e eu quero gritar com ela. Os dois tentando não chorar. Os dois com os olhos cravejados de indignação e lágrimas. Carentes.
Encontrei dia desses, sem querer, um álbum de fotos bem antigo. Fotos nossa dançando quadrilha, um par, casal de namorados. namoradinhos.
E ele foi... sem querer.
Meu amor cresceu ( ele, meu namoradinho). Mudamos de escola, nos perdemos no mundo.
O destino permetiu alguns bons encontros nossos. Carnaval, festas, confetes e serpentinas e nós, nos beijando como gente grande, sempre pensando que um dia já fomos o extremo na vida um do outro, afinal qualquer sentimento para uma criança é extremo.
E aí vem a vida, com suas surpresas que desrespeitam a nossa ordem natural, nosso querer paz. Vem a vida junto com um e-mail de uma amiga também de infância, comum entre nós, que tinha como título: VAMOS REZAR PELO NOSSO AMIGO RAFAEL. Não, não com ele, meu amor de infância, meu par, minha mão no recreio, minha certeza de que fui uma criança que viveu o amor mais puro...
Acidente de carro. Motorista embreagado. Instantânea.
Silêncio.
Pensamento que voa ao passado pra lembrar do rosto de criança.
Como se pudessem adicionar a minha tão linda lembrança um fato tão horrível.
Encontrei seu irmão dia desses no Detran ( por mais impróprio que seja). Ele ainda com o olhar perdido, eu ainda sem saber o que dizer. A moça no balcão gritando com ele e eu quero gritar com ela. Os dois tentando não chorar. Os dois com os olhos cravejados de indignação e lágrimas. Carentes.
Encontrei dia desses, sem querer, um álbum de fotos bem antigo. Fotos nossa dançando quadrilha, um par, casal de namorados. namoradinhos.
E ele foi... sem querer.

1 Comments:
Legal, Camila. Eu que te adicionei aos favoritos e demorei a te ler, me surpreendi.
Engraçado que discordo do comentário da Diana.
por enquanto, breve.
se vc der prosseguimento ao blog me sentirei com franca liberdade de escrever mais.
bjs francos,
niRao
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