sempre passa.
Ela só esperava setembro chegar, enfeitada com seu melhor vestido, carregando uma centena de flores(lírios, dos mais bonitos), e munida de uma vontade de possuí-lo o corpo e a alma, da maneira mais intensa que se pode possuir alguém, daquela vontade que dá de tornar-se um só ( a isso deram o nome de amor).
Ela esperava da maneira mais bonita que uma mulher pode esperar por seu homem, como aquelas que esperavam seus soldados voltarem vivos da guerra, porque a esperança era de que o amor deles voltasse vivo. A esperança era de que não tivesse havido guerra.
Às vezes ela esperava embriagada num bar, mulher largada em busca de um sexo que, sabia, nunca seria tão bom quanto.
E era na letra do bolero que sua história de espelhava. Era no romance que lia, no filme francês que assistia, nos papos que tecia (e como é fácil falar de amor).
A imagem era até bonita, aquela moça tão apaixonada que corava e ganhava brilho nos olhos quando se dava conta, em alguns desses papos de amor, que faltava pouco pra essa espera cessar( na verdade, se dava conta a cada vez que virava uma folha da agenda, francesa).
Quando a espera se tornava insuportável, ela fazia poesia, algumas até mandava pra ele, só pra reafirmar com palavras que valia a pena, que valeria a pena. A vida não poderia ser tão injusta e fazer com que fosse tudo em vão, ela pensava e se repetia todos os dias antes de dormir com a solidão e com a ausência do corpo dele.
Ela só esperava setembro chegar com sua primavera, e no entanto ele chegou com um outubro quase outono, e fez com que tudo virasse uma imensa tempestade de verão. A sorte é que chuva de verão sempre passa, deixando a esperança de que no dia seguinte haja sol.
Ela esperava da maneira mais bonita que uma mulher pode esperar por seu homem, como aquelas que esperavam seus soldados voltarem vivos da guerra, porque a esperança era de que o amor deles voltasse vivo. A esperança era de que não tivesse havido guerra.
Às vezes ela esperava embriagada num bar, mulher largada em busca de um sexo que, sabia, nunca seria tão bom quanto.
E era na letra do bolero que sua história de espelhava. Era no romance que lia, no filme francês que assistia, nos papos que tecia (e como é fácil falar de amor).
A imagem era até bonita, aquela moça tão apaixonada que corava e ganhava brilho nos olhos quando se dava conta, em alguns desses papos de amor, que faltava pouco pra essa espera cessar( na verdade, se dava conta a cada vez que virava uma folha da agenda, francesa).
Quando a espera se tornava insuportável, ela fazia poesia, algumas até mandava pra ele, só pra reafirmar com palavras que valia a pena, que valeria a pena. A vida não poderia ser tão injusta e fazer com que fosse tudo em vão, ela pensava e se repetia todos os dias antes de dormir com a solidão e com a ausência do corpo dele.
Ela só esperava setembro chegar com sua primavera, e no entanto ele chegou com um outubro quase outono, e fez com que tudo virasse uma imensa tempestade de verão. A sorte é que chuva de verão sempre passa, deixando a esperança de que no dia seguinte haja sol.
