devaneios...
Eu te trouxe pra dentro do peito no meio de um soneto que cheirava a carnaval.
E no que estava translúcido te achei homem, te achei companheiro e já te queria pra quarta-feira de cinzas.
Segui teu bloco, que virou nossa dupla, que seguiu pela rua sem rumo, com destino ao querer.
Já te queria pro natal.
E quando vier o ano-novo, te quero de novo, te quero pro todo, até pra quando o carnaval chegar.
E soltarei confetes com a certeza no peito de que te quero pra qualquer feriado.
Não tem jeito: meu futuro te clama.
Então casamos, vamos amar.
E quando vierem os aniversários, a gente enfeita a casa, enche bola, sopra vela.
Bebemos nossas primaveras
E invernamos os dias que verão.
E enrolamos o despertar de todo dia
Só pra fazer companhia ao travesseiro.
E nos perderemos, nos encontraremos, cozinharemos e faremos vidas.
E chamarei de Alice a primeira vida que vier menina.
E aí vem a eternidade
E isso já é uma outra história...
