...
- Lembra quando a gente andava com os pés sujos de grama molhada pela sala?
Sorriu.
- Lembro de quando a gente não tinha medo da vida.
- E você lembra de quando te fiz comprar cigarros de filtro amarelo porque achava que os de filtro branco não me satisfaziam mais?
- E você conclui algumas semanas depois que tava amando demais, bebendo demais, fumando demais, e que o cigarro não precisava acompanhar sua intensidade de vida.
Fumou um cigarro.
- Eu sempre gostei da maneira como você segura o cigarro. É feminino, seduz... e o filtro amarelo com as unhas vermelhas me lembrava cinema europeu. Te via em preto e branco. E você linda, sempre.
Ruborizou.
- E eu lembro exatamente o dia em que me apaixonei perdidamente por você. Casamento da minha irmã.Pedi que você fosse comigo e você usava um terno preto com uma gravata lilás do seu pai e aquele tênis divertido que me fazia rir cada vez que olhava pros seus pés durante a valsa.
Sorriram.
- Eu não lembro quando foi que me apaixonei perdidamente por você.
...
- Quer mais uísque?
- sim.
...
Dançaram até que o jazz se calasse.
...
- Quer dançar comigo?
- Quero.
...
Beberam até que o uísque acabasse.
...
- Acho que sexo não vai ser tão ruim assim... Depois a gente toma um sal de fruta, bota a culpa no uísque e finge que nada aconteceu.
- Concordo.
...
Acordou. Calçou seu sapato e olhou pro homem que amou por tantos anos, que ama, que amará pra sempre. Pegou sua bolsa e bateu a porta. Nada aconteceu. Apenas uma pontada de dor de cabeça e um sal de frutas a menos na sua casa.
Sorriu.
- Lembro de quando a gente não tinha medo da vida.
- E você lembra de quando te fiz comprar cigarros de filtro amarelo porque achava que os de filtro branco não me satisfaziam mais?
- E você conclui algumas semanas depois que tava amando demais, bebendo demais, fumando demais, e que o cigarro não precisava acompanhar sua intensidade de vida.
Fumou um cigarro.
- Eu sempre gostei da maneira como você segura o cigarro. É feminino, seduz... e o filtro amarelo com as unhas vermelhas me lembrava cinema europeu. Te via em preto e branco. E você linda, sempre.
Ruborizou.
- E eu lembro exatamente o dia em que me apaixonei perdidamente por você. Casamento da minha irmã.Pedi que você fosse comigo e você usava um terno preto com uma gravata lilás do seu pai e aquele tênis divertido que me fazia rir cada vez que olhava pros seus pés durante a valsa.
Sorriram.
- Eu não lembro quando foi que me apaixonei perdidamente por você.
...
- Quer mais uísque?
- sim.
...
Dançaram até que o jazz se calasse.
...
- Quer dançar comigo?
- Quero.
...
Beberam até que o uísque acabasse.
...
- Acho que sexo não vai ser tão ruim assim... Depois a gente toma um sal de fruta, bota a culpa no uísque e finge que nada aconteceu.
- Concordo.
...
Acordou. Calçou seu sapato e olhou pro homem que amou por tantos anos, que ama, que amará pra sempre. Pegou sua bolsa e bateu a porta. Nada aconteceu. Apenas uma pontada de dor de cabeça e um sal de frutas a menos na sua casa.

4 Comments:
Foda! Tô sem inspiraçaõ pra fazer altos comentários!
Só preciso dizer que amei a volta pra casa, o pandeiro e tudo mais, e que te amo e quero sua amizade pra sempre!
Puta, sua puta.. esse é o conto daquilo que voce ainda não fez ao vivo, né?
Te amo, me perdoe os palavrões, fazem parte das formas de dizer q te adoro..hehe espero q isso saia da tela.. sal de frutas é ótimo, me liga tá??
bjs
Rafa
Viva à escrita, estou ficando viciada nisso.
Depois de ler alguns de seus textos percebo como às vezes são pesados como os de uma mulher, mas também doces como os de uma menina, e é assim que a gente é né?
Beijos.
Ui.
=)
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